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Jader Filho integra debate sobre descarbonização nos EUA

Nos últimos anos, a sustentabilidade tornou-se um dos temas mais urgentes em todo o mundo. À medida que a consciência sobre os impactos negativos das emissões de carbono e a dependência de combustíveis fósseis se expande, a busca por soluções eficazes se intensifica. Nesse contexto, a política desempenha um papel crucial na promoção de iniciativas voltadas para a descarbonização, e o Brasil vem liderando as iniciativas de transição energética, que visam criar um futuro mais limpo e sustentável para o planeta.VEJA TAMBÉM:Jader Filho fala sobre cidades sustentáveis em evento da ONUNa véspera da abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o ministro Jader Filho deu continuidade à sua agenda de compromissos com a delegação brasileira nesta segunda-feira (18) participando do evento “Brasil em foco: mais verde e comprometido com o desenvolvimento sustentável”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE).
O painel “Descarbonização e Transição Energética – Oportunidades e Desafios”, que teve a participação do ministro, tem o objetivo de discutir o papel de planejamento, do financiamento, da infraestrutura na atração de investimentos para a descarbonização e a transição energética. A jornalista Cleide Klock, foi a responsável pela moderação de evento, que também teve a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, e o vice-secretário do Departamento de Energia dos Estados Unidos, David Turk.Respondendo ao questionamento da moderadora sobre como os planos nacionais de desenvolvimento dialogam com o setor privado para impulsionar as áreas temáticas do ministério em direção à maior sustentabilidade, o ministro iniciou falando sobre energia solar e o programa Minha Casa, Minha Vida.
“Lá atrás, desde que o Presidente Lula criou o programa em 2009, observamos que, em alguns estados brasileiros, a instalação de placas solares nos telhados das casas muitas vezes resultava na venda ou falta de manutenção, prejudicando sua eficácia”, disse. Com base nessa experiência e nas discussões sobre o tema, chegamos à conclusão de que seria melhor adquirir a energia diretamente das pessoas que produzem energia solar em fazendas pelo país.”
O ministro argumentou que o País enfrenta desafios significativos no que diz respeito ao transporte público e à mobilidade urbana. “O Brasil precisa discutir qual modelo seguir no futuro, seja elétrico ou baseado em hidrogênio, considerando as dificuldades de infraestrutura que existem em algumas cidades brasileiras”, ponderou. “A transição para padrões como o Euro 6 e além requer planejamento e investimentos substanciais, especialmente levando em conta a distância geográfica em nosso país, tanto para a infraestrutura de hidrogênio quanto para a energia elétrica.”
Sobre o papel do Brasil na luta contra o aquecimento global, o ministro destacou a dedicação do governo do presidente Lula com a preservação do meio ambiente. “Mas, menos do que o discurso, desde o primeiro dia do governo do presidente, passamos a praticar,” disse. “Quer dizer, nos primeiros 6 meses, já alcançamos uma redução de mais de 42% no desmatamento da Amazônia. Somente no último mês, a redução foi superior a 70%.”
O ministro lembrou que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, e continuará fazendo a sua parte. “Isso é importante destacar: no que diz respeito aos programas do governo federal, especificamente do Ministério das Cidades, todas as nossas iniciativas, incluindo o “Minha Casa, Minha Vida”, como mencionei anteriormente, preveem a construção de 2 milhões de unidades habitacionais nos próximos 4 anos. Isso inclui incentivos para a renovação da frota de ônibus, onde temos programas como o Pró-Transporte e o Re-Frota”, disse o ministro.
“Além disso, estamos discutindo como promover a transição para uma energia mais limpa em nosso transporte público e como financiar adequadamente a gestão de resíduos sólidos em nossas cidades”, afirmou. “O compromisso do governo Lula é claro em relação à transição energética, e já estamos tomando medidas nesse sentido.”
O ministro cobrou a ação mais enfática dos países ricos no enfretamento das questões climáticas. “Na Amazônia brasileira, vivem cerca de 28 milhões de brasileiros que desejam qualidade de vida, empregos e alimentos adequados. Precisamos, portanto, dialogar com as potências econômicas globais sobre como elas podem contribuir para a preservação ambiental, já que a Amazônia é fundamental para o planeta”.
Finalmente, o ministro contribui com a discussão acerca da capacidade de financia uma transição para uma economia de baixo carbono. “Acredito que a questão do financiamento é de extrema importância. Para todos está claro que essa é o caminho, e não há como voltar”, disse. “O problema reside em como abordar esse processo de transição. Quando analisamos detalhadamente, é necessário conversar com diferentes partes interessadas. No caso específico do Ministério das Cidades, é preciso dialogar com prefeitos, governadores e empresários, principalmente no contexto do transporte público”. O ministro citou as iniciativas do financiamento no âmbito do Ministério das Cidades com duas linhas principais: o Re-Frota e o Re-Trem, ambos financiados pelo FGTS, além do Pró-Transporte, que também pode ser usado para apoiar essa transição.
Assista o evento na íntegra no vídeo abaixo:
Outras agendas
Mais cedo, o ministro participou de duas importantes agendas. Às 8h, o ministro participou de reuniões no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre a iniciativa Women’s Led Cities. A iniciativa busca o empoderamento econômico com melhores oportunidades econômicas para as mulheres, ambientes urbanos melhorados e mais seguros por meio de espaços amigáveis para mulheres e crianças e o empoderamento político, com o maior envolvimento das mulheres nos processos de tomada de decisão locais. A primeira-dama Janja Lula da Silva participou da agenda, ao lado de outras autoridades.
“Falamos como as cidades podem ser lideradas por mulheres, que a prioridade dos contratos do Minha Casa, Minha Vida sejam feitos por mulheres, não só porque é um tema importante valorizarmos a mulher brasileira, mas porque aprendemos que quando é uma mulher à frente do contrato, as famílias permanecem naquele lar, que é o objetivo do programa”, comentou o ministro.
Em seguida, Jader Filho participou de um encontro bilateral com a delegação da Suíça, encabeçada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião teve como principal discussão o retorno do Brasil às discussões políticas, econômicas e sociais no cenário mundial. O primeiro-ministro da Suíça foi convidado a participar da COP 30, que acontece em Belém (PA), em 2025.
“Estamos levando boas ideias e boas discussões para o Brasil, para que o Ministério das Cidades possa avançar e que a política pública chegue com qualidade nas cidades brasileiras”, concluiu Jader Filho.
Nesta terça-feira (19) o ministro das Cidades integra a delegação brasileira na abertura da Assembleia-Geral da ONU, a partir das 10h. 

Fonte: DOL – Diário Online – Portal de NotÍcias 

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