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Eleições 2024: uso de deepfake e IA podem trazer problemas

Com a presença cada vez maior no cenário político, o uso da inteligência artificial (IA) nos processos eleitorais tem se tornado fator determinante da escolha do candidato tanto na política nacional quanto internacional. No Brasil, as eleições municipais de 2024 também atrairão mais marcadas pela presença da tecnologia com a evolução contínua da IA, com interações cada vez mais personalizadas com os encontros. Serão mais de 150 milhões de reuniões distribuídas pelos 5,5 mil municípios do país em que serão disputados os cargos.Em meio à crescente influência das tecnologias digitais nas campanhas eleitorais, profissionais de consultoria enfrentam desafios sem precedentes na busca por estratégias eficazes. A reportagem conversou com Suzana Borges, consultora de campanhas eleitorais que atua no desenvolvimento de planejamentos estratégicos e estratégias para redes sociais, para entender os impactos das inteligências artificiais (IAs) nesse cenário. 
  CONTEÚDO RELACIONADOComo aumentar o limite do Nubank em R$ 7 mil até o CarnavalInteligência artificial: Google lança novidades na educaçãoA ascensão das inteligências artificiais nas campanhas eleitoraisCom a explosão das plataformas online e redes sociais, a comunicação política se transformou drasticamente. As inteligências artificiais têm desempenhado um papel crucial na coleta e análise de dados, moldando o modo como as mensagens políticas são direcionadas aos eleitores. Suzana ressalta que a IA trouxe uma revolução nas estratégias de comunicação, mas também apresenta desafios significativos.O dilema da personalização na políticaUma das maiores mudanças introduzidas pelas IAs é a capacidade de personalizar as mensagens políticas com base no perfil individual de cada eleitor. Essa personalização pode ser uma ferramenta poderosa, mas também levanta questões éticas e desafios práticos para os consultores.Suzana afirma que a personalização extrema pode criar bolhas informativas, onde os eleitores são expostos apenas a pontos de vista alinhados com suas crenças. Isso pode polarizar ainda mais a sociedade e dificultar a construção de consensos, algo fundamental na política.”  A luta contra a desinformação automatizadaOutro desafio enfrentado por consultores como Suzana é a disseminação rápida de desinformação através de algoritmos e bots. “A desinformação automatizada é uma ameaça real para a integridade das eleições. As IAs podem espalhar notícias falsas de maneira eficiente, influenciando a opinião pública de maneira significativa.”A consultora destaca a importância de estratégias proativas para combater a desinformação, incluindo o monitoramento constante das redes sociais e a colaboração com plataformas para identificar e remover conteúdo falso.A necessidade de transparência e éticaCom a crescente complexidade das estratégias digitais, Suzana enfatiza a necessidade urgente de transparência e ética na utilização de inteligências artificiais em campanhas eleitorais. “Os consultores têm a responsabilidade de garantir que as IAs sejam usadas de maneira ética e transparente. Isso inclui a divulgação clara das práticas de coleta e uso de dados, bem como o compromisso com a veracidade das informações disseminadas.” 

 Quer mais informações do mundo tecnológico? Entre no canal do DOLO futuro da consultoria eleitoral na era digitalApesar dos desafios, Suzana acredita que as IAs também oferecem oportunidades para aprimorar as estratégias de campanha. “As tecnologias emergentes podem ser aliadas valiosas se usadas com responsabilidade. A integração inteligente de ferramentas digitais pode amplificar a mensagem política de maneira ética e eficaz.”À medida que a tecnologia continua a evoluir, consultores eleitorais enfrentam a tarefa de equilibrar inovação com ética, garantindo que a democracia seja fortalecida, e não comprometida, na era das inteligências artificiais.

Fonte: DOL – Diário Online – Portal de NotÍcias 

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